Estou sentada na sua sala,
Já não há quase nada do que você deixou,
Mas o chão, o chão me lembra você...
Seu jeito de limpar o chão com os pés,
Para só então, sentar.
Consigo até imaginar você gostando da decoração.
Chego na cozinha, ganho bananada,
Lembro que você gostava de frutas, toneladas...
Abro e como,
Quase me engasgo,
Saudades.
As dandãs, sobrevoam minha mente novamente,
Chego ao profundo das coisas.
Tudo está mudado,
Menos o essencial,
Juro que eu esperava,
Esperei eu demais?
O fundamental, isso não,...
A vida continua igual.
Aquilo que daria sentido
à sua amarga vida,
Daria até um novo sentido,
à sua repentina partida...
Isto continua intocável,
A razão de tanto pesar,
De tamanha pena de sí mesmo,
De velipendiação, quase que diária...
É como te disse:
O que era vazio,
Permaneceu vazio.
Embora eu sinta que você já esperava.
Eu gostei do breve tempo de ilusão.
Sei que as notícias não são boas,
Por isso estão todas do lado de cá!
Feito no sofá da casa da helô.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
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