Era uma tarde insolarada,
Até bonita,
Mas eu fui ao hospital,
Precisava ir,
Necessitava ir,
Lá está uma pessoa importante para mim.
No meio daquele mar de gente,
Uns calmamente esperando,
Outros reclamando da sorte,
Procurei eu,
Com meu copinho descartável,
Por um canto.
Me ví embaixo da tv,
Sensação de que todos ohavam em minha direção,
Meu estômago já se ruía,
De repente ao olhar pra frente,
Me deparo com a cena:
Um homem, já de meia idade,
Quase que carrega uma senhora,
Pela semelhança, ou mera mania de perseguição,
Penso se tratar de mãe e filho,
Num gesto tão carinhoso,
Tão paciente,
Já estavamos lá por mais de uma hora,
E ele alí, firme,
Ela também parecia confiar nas mãos de quem a segurava,
Eeu mais uma vez,
Fui às lágrimas,
Pura inveja.
Até quando chorarei?
Até quando perguntarei porque não eu?
Claro que eu a levaria a qualquer lugar,
Claro que eu a seguraria firme,
Mas duvido que ela fosse capaz de me dispensar o olhar daquela senhora.
O pior é saber disso.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)

