Ele passou pelo quebra-molas,
A tampa da mala
Da moto,
Se abriu,
Deu a volta,
Encostou no meio-fio,
Tirou o capacete,
Sem mãos...,
Pôs o capacete,
Parou-o na testa,
Fechou a mala,
Enterrou a cabeça no capacete,
Saiu.
Só foi preciso um esbarrão,
De leve,
Só um esbarrão.
Moto, rapaz, mala, tudo.
Tudo no chão.
Todos olhando,
A moto rodou
Feito pião de menino,
E o menino,
Feito menino...
Agora estirado no chão.
Alguém faz sinal
Ambulância...
Mas não havia porque na pressa.
Não a pressa pela vida,
Só a pressa de quem vive,
A pressa de quem passa
Indiferente,
Pensando só
Em chegar em casa.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
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