Quem sou eu

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Quem você, tão presunçoso, pensa que é para julgar de coisas tão elevadas com a curta visão de que dispõe?

Salmo 121-1:2

" Elevo meus olhos para os montes;
de onde me vem o socorro?
O socorro vem, do Senhor que fez o céu e a terra"
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sielito lino

Sielito lino...
Gato e violino,
A vaca pulou sobre a lua...,
Ao ver o que ela fez,
O cachorrinho riu,
A colher com o prato fugiu.

Saudades, como esquecer a todos???

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Crise, crise, crise...

Hoje percebi,
Pensando na minha vida,
Que, em todas as vezes que quis morrer,
Que todos os fatos que me levaram a pedir a morte,
Se eles se repetissem ainda hoje,
Pensaria da mesma forma...
Estranho, pensei ter aprendido a lidar com problemas,
Mas simplesmente,
Essa não foi a verdade por mim constatada.
Senti uma certa vergonha, em admitir.
Mas enchi-me de coragem...
Estou aqui, e o propósito deste espaço,
È desabafar.
Apesar de acreditar que os fatos a
Que me refiro, muitos deles não tem mais a menor;
A mais remota possibilidade de se repetir...
Meu pai jamais poderia refazer as malas para ir embora...
Não tenho mais dez anos,
E já não existe minha mãe para abandonar...
Meu primo-irmão, não pode ser arrancado de mim,
Não denovo..., ele já seguiu seu caminho...
Mas ainda assim deu medo só de imaginar.
Mas não tenho a pretenção de ser entendida.
Tenho toc e certos pensamentos,
Embora que absurdos me acometem,
Só compreende quem tem.
Estou em plena crise.
Todos a minha volta,
Ninguém percebe nada,
Sinto-me transparente...
Graças à Deus... ou não...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O que houve enquanto se mexia.

Ele passou pelo quebra-molas,
A tampa da mala
Da moto,
Se abriu,
Deu a volta,
Encostou no meio-fio,
Tirou o capacete,
Sem mãos...,
Pôs o capacete,
Parou-o na testa,
Fechou a mala,
Enterrou a cabeça no capacete,
Saiu.
Só foi preciso um esbarrão,
De leve,
Só um esbarrão.
Moto, rapaz, mala, tudo.
Tudo no chão.
Todos olhando,
A moto rodou
Feito pião de menino,
E o menino,
Feito menino...
Agora estirado no chão.
Alguém faz sinal
Ambulância...
Mas não havia porque na pressa.
Não a pressa pela vida,
Só a pressa de quem vive,
A pressa de quem passa
Indiferente,
Pensando só
Em chegar em casa.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A lua

Alguém hoje reparou na lua?
Pode ser qualquer dia,
Afinal,
É sempre a mesma lua.
Mas quem tem tempo pra isso?
O mundo anda apertado...
Os sentimentos apagados...
Amores mudados,
facilmente substituídos...
Me sinto um E.T. ,
Mas pra minha alegria...
Eu sim,
Eu reparei na lua.
Psiu! Ela estava linda.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Notícias do mundo de cá.

Estou sentada na sua sala,
Já não há quase nada do que você deixou,
Mas o chão, o chão me lembra você...
Seu jeito de limpar o chão com os pés,
Para só então, sentar.
Consigo até imaginar você gostando da decoração.

Chego na cozinha, ganho bananada,
Lembro que você gostava de frutas, toneladas...
Abro e como,
Quase me engasgo,
Saudades.

As dandãs, sobrevoam minha mente novamente,
Chego ao profundo das coisas.
Tudo está mudado,
Menos o essencial,
Juro que eu esperava,
Esperei eu demais?
O fundamental, isso não,...

A vida continua igual.
Aquilo que daria sentido
à sua amarga vida,
Daria até um novo sentido,
à sua repentina partida...
Isto continua intocável,
A razão de tanto pesar,
De tamanha pena de sí mesmo,
De velipendiação, quase que diária...
É como te disse:
O que era vazio,
Permaneceu vazio.

Embora eu sinta que você já esperava.
Eu gostei do breve tempo de ilusão.
Sei que as notícias não são boas,
Por isso estão todas do lado de cá!

Feito no sofá da casa da helô.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Eu devo tudo a ela.

Toda vez que você não perdoou a ninguém,
Se enchendo de mágoa e rancor do mundo,
Acabando por despejar em mim toda a sua ira,
Eu aprendi a ouvir, e entendi que nem sempre,
Magoam-nos por querer.
Aprendi assim a perdoar.

Toda vez que você reclamava de tudo,
Por vezes perdendo a razão, querendo que,
Todos a sua volta pensassem como você,
Exigindo mais do que ofertando,
Eu aprendi que o melhor dos outros pode não ser o meu.
Aprendi a compreender.

Toda vez que você manifestava efusivamente,
Seu desejo de não se parecer com ninguém, por vezes,
Comprando mais do que precisava,
Ostentando até o que não tinha,
Eu aprendi que devemos ser nós mesmos.
Aprendi a viver com o que tenho,
E batalhar pelo que preciso ou almejo.

Toda vez que você amaldiçoou minha família,
Formada por seres ainda indefesos,
Eu aprendi que deveria esperar qualquer coisa do mundo.
Aprendi que muitas vezes teria de me tornar fera,
Para defender minhas crias.

Toda vez que você odiava o natal,
Evitando abrir as portas da nossa casa,
As pessoas, muitas vezes da nossa família,
Por não terem nada para te ofertar,
Eu aprendi que o natal é muito mais,
Que rabanadas e presentes.
Aprendi a tomar como herança, toda nossa família.

Toda vez que você praguejou contra Deus,
Dizendo haver "discrepância", em sua justiça,
Eu aprendi a orar e pedir a Deus pelos seus pecados,
Eu aprendi a amar a Deus, e a deixar de te ouvir.

Toda vez que você fez questão, que eu ouvisse,
Suas brigas com ele, muitas vezes me pegando pela mão,
Outras invadindo meu quarto, para contar em detalhes,
Na tentativa inútil de denegri-lo perante mim,
Eu aprendi a respeitar a infância dos meus filhos,
Nem que isso me custe a vida.
Aprendi a nunca brigar, sempre dialogar.

Eu agradeço a você por me mostrar tudo,
Eu agradeço a Deus por me ajudar sempre a fazer a melhor escolha.

Na verdade, o meu grande medo na vida,
É que em algum momento, alguém te enxergue em mim.

Foi escrito no pátio do colégio Nilópolis, enquanto comemoravamos os dias das mães, 2010.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Inveja.

Era uma tarde insolarada,
Até bonita,
Mas eu fui ao hospital,
Precisava ir,
Necessitava ir,
Lá está uma pessoa importante para mim.
No meio daquele mar de gente,
Uns calmamente esperando,
Outros reclamando da sorte,
Procurei eu,
Com meu copinho descartável,
Por um canto.
Me ví embaixo da tv,
Sensação de que todos ohavam em minha direção,
Meu estômago já se ruía,
De repente ao olhar pra frente,
Me deparo com a cena:
Um homem, já de meia idade,
Quase que carrega uma senhora,
Pela semelhança, ou mera mania de perseguição,
Penso se tratar de mãe e filho,
Num gesto tão carinhoso,
Tão paciente,
Já estavamos lá por mais de uma hora,
E ele alí, firme,
Ela também parecia confiar nas mãos de quem a segurava,
Eeu mais uma vez,
Fui às lágrimas,
Pura inveja.
Até quando chorarei?
Até quando perguntarei porque não eu?
Claro que eu a levaria a qualquer lugar,
Claro que eu a seguraria firme,
Mas duvido que ela fosse capaz de me dispensar o olhar daquela senhora.
O pior é saber disso.