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Salmo 121-1:2

" Elevo meus olhos para os montes;
de onde me vem o socorro?
O socorro vem, do Senhor que fez o céu e a terra"
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

no que sou diferente dele?

Antidepressivos...
Calmantes...
No que sou diferente dele?
...Hoje vivo a base de soporífero,
que sonívio, atravessa meu sangue,
minhas carnes e me deixam entregues a seu torpor que me faz tão bem...
mas tudo não passa de uma mentira,
já posso ouvir as dadãs fazendo vôos por cima da minha cabeça...
Para muitos pode parecer fácil sopitar esse maguço que me atiça,
que preciso, que dependo.
Às vezes me pego perguntando as causas...
mas nem nisto somos diferentes,
ele o pai,
eu a mãe...
fracasso pessoal...
tudo isso é ilusão,
mas uma coisa é certo,
nem todo mundo canaliza bem as coisas,
na verdade somos mais sensíveis que os demais,
um não queria crescer,
de minha parte não sinto falta da minha infância porque fora os presentes,
pequenas recompensas,
nada mais me agrada lembrar,
tudo me foi tirado muito cedo,
nunca tive amigos e nem os quero,
já me bastam as dadãs que povoam a minha mente...
Quem de nós se aproxima quer levar algo para ser lembrado,
se vão e deixam o buraco que escavaram seus tesouros pessoais...
No país das maravilhas...
serei eu o coelho ou a alice?
Na verdade me lembro muito bem do tempo em que quiz ser Alice,
mas não aguentei procurar por muito tempo o país das maravilhas...
tornei-me o coelho por tamanha anciedade.
falta-me fôlego dos primeiros dias...
das primeiras humilhações,
que julguei estar errada,
não queria acreditar que não era amada,
vivi neste tempo, procurando desculpas pra quem não as queria..
parte de mim morreu afogada
nestas desculpas criadas pela minha tola necessidade de ser amada,
compreendida, acariciada, coisa que por ela nunca fui,
cansei de esperar,
tentei outra técnica a de dar na esperança de receber,
tudo em vão, só me machuquei.
É muito fácil para todos encontrarem agora a solução e a explicação pra tudo o que aconteceu, afinal não existe nada que possa desmentir.
Um coração cansado,
parou para que enfim tivesse o descanso que procurava...
cercado,
vigiado,
todos querendo um pedaço,
mesmo do corpo inerte,
nem na morte encontrou descanso.
Será assim comigo?
Derrepente vislumbrei um possível futuro,
apavoro-me só de pensar,
revejo em minha mente a caveira dançando
enquanto ele se lamentava por estar dependente de demerol,
será que este foi seu grito de desespero que ninguém entendeu?
Quantos de nós já não gritou, sem ser ouvido?
O que pensaram as pessoas ao ouvir este seu lamento?
quantas será que perguntaram se era um lamento pessoal?
É... quase esqueci por um momento de que estamos sozinhos...
Solidão única companheira de todas as horas.
Certas coisas não se pode esquecer,
nem se pode pedir isto a ninguém, é quase uma heresia.
Mas como fazer para este "passado" passar?
Antidepressivo, disse o médico...
um calmantezinho, pronto, tudo vai passar,
um comprimidinho colorido e tudo bem, já posso até sorrir...
e por trás deste sorriso,
ninguém consegue imaginar o que se passa dentro de mim,
este filme de terror sem fim,
estas freadas emocionais que só o remédio pode tirar.
Deus me livre deles um dia virem a me faltar...
É...,
o nosso Peter pan se foi,
Deus deve ter preparado uma terra do nunca pra ele,
cheio de crianças,
sem maldade,
onde possa agir naturalmente,
sem ter medo de ser processado ou ver seu dinheiro cobiçado,
enfim sem demerol, morfina e todo o mais que o davam a sensação de normalidade.
Acabou.
O fato está consumado,
ele se foi,
nós ainda estamos aqui,
queria ter dito a ele que na verdade ele nunca esteve só nesta "furada",
mas creio que agora ele sabe...
bem estou indo é hora de tomar meu antidepressivo...
eu sei que é estranho ser a noite,
mas são ordens médicas...
tomemos então.

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